sábado, 12 de fevereiro de 2011

23. Mulher com Menino

óleo s/tábua
50x70 cm

24. Pôr-do-Sol

óleo s/tela
50x61 cm

25. Natureza Morta - Peras

óleo s/tábua
44x34,5 cm

26. Figos

óleo s/tela
43x35 cm

27. Pêra

óleo s/tábua
43x35 cm

28. Melão Amarelo

óleo s/tela
46x38 cm

29. Porcelanas

óleo s/tela
42x34 cm

30. Pássaro Azul

óleo s/tela
46x38 cm

31. Natureza Morta - Laranjas

óleo s/tábua
35x30 cm

32. Natureza Morta - Melão

óleo s/tábua
35x30 cm

33. Natureza Morta - Flores

óleo s/tábua
35x30 cm

34. Natureza Morta - Frutas

óleo s/tábua
35x30 cm

35. Porto Marinheiro

óleo s/tela
75x81 cm

36. Músicos no Terreiro

óleo s/fibra
230x104

37. Alegria no Terreiro

óleo s/fibra
220x104

O OPTIMISMO PERPASSA NA OBRA DO MESTRE


No atelier de Collado





No atelier de Collado

domingo, 10 de outubro de 2010

JOSÉ GONZÁLEZ COLLADO


Breve biografia

El pintor José María González Collado nace en Ferrol en 1926.

A los 12 años ingresa en la Escuela de Artes y Oficios de Ferrol, la más antigua de este tipo en Galicia.

Estudia en la Escuela de Aprendices de Bazán, entrando en el Departamento de Delineación y Electricidad de esa empresa.

En 1942 conoce al pintor, ya consagrado Felipe Bello Piñeiro, que en ese año fué elegido Académico de Número de la Real Academia de Bellas Artes de la Coruña.

A los 17 años recibe su primer premio en la Exposición de Arte, Educación Y Descanso, en La Coruña (1943); a los 18 gana el primer premio en la V Exposición de Arte del SEU, en La Coruña y le conceden una beca de ayuda juvenil con la que se irá a estudiar a Madrid.

En 1944 realiza su primera exposición individual en el Casino Ferrolano, cuando solamente contaba 18 años.

En 1945 se desplaza a Madrid para estudiar pintura. El afán de aprender es enorme y a diario visita el museo del Prado: siente fascinación por Velázquez, admira a Goya al que considera el mejor pintor del mundo, precursor del impresionismo y de la pintura moderna.

Pronto tiene que regresar a Ferrol a cumplir el servicio militar. Despues de realizar la instrucción, consigue a través del escritor Camilo José Cela- al que había conocido en las tertulias de la capital- que lo destinen de nuevo a Madrid para así poder continuar sus estudios. Por fin tiene la oportunidad de realizar el examen de ingreso en la Escuela de Bellas Artes, dibuja, a tamaño natural, una figura de una escultura griega de dos metros de altura. Aprueba con el número 2, en un curso de 90 alumnos. En la escuela aprenderá sobre forma y color, técnicas y estilos.

En esta época visita el magnífico pintor ferrolano Alvarez de Sotomayor, que se convierte en su protector y maestro, prestándole consejo, y en alguna ocasión ayuda económica.

En 1947 se casa con Josefina Pena, con la que sigue felizmente tras casi cuarenta años de matrrimonio. Tienen tres hijas que siguen la senda artística de sus padres: Fina, en publicidad, Lilí en restauración de obras de arte y Merchi en restauración de documentos.

Viaja por el norte de Africa, Marruecos y Argelia, donde pinta nuevos temas y otros colores.

En 1957 viaja a París donde se empapa de museos y pintores, en el centro mundial de las últimas tendencias artísticas desde el siglo XIX.

En 1959 vuelve a Madrid, y allí permanece hasta 1997, año en que regresa a Ferrol, donde monta su nuevo Estudio 46 en el sigue trabajando, con los bríos propios de un joven artista.

A finales del 2006, el Ayuntamiento de Ferrol le organiza una Exposición Antológica donde presenta mas de 160 obras que constituye un éxito de crítica y público. Al mismo tiempo le es concedida la insignia de oro de la ciudad, y se urbaniza una plaza frente a su estudio que llevará su nombre, Plaza de José González Collado.

Con motivo del Día Internacional de los Museos, la galería Vieira Portuense (Oporto) organiza una exposición de pintura de José González Collado en el Palacio de los Duques de Braganza, en Guimaraes, inaugurada el 16 de mayo de 2009.

No Atelier de José González Collado

Visitar José González Collado no seu atelier do Canido (Ferrol) é um estimulante e uma lição de vida. A sua alegria e optimismo são contangiantes. Aos 84 anos de idade mantém o seu estúdio a funcionar, ministrando aulas e pintando com grande regularidade. Nos seus cavaletes há sempre uma ou duas obras principiadas.










As "Meninas de Canido"

Os artistas do Ferrol desde há três anos que organizam, no mês de Agosto, no bairro do Canido, uma jornada de arte que se transforma numa festas aglutinadora de várias artes. Os artistas plásticos asenhoriam-se das fachadas das velhas casas do Canido e plasmam-lhes as suas versões das "Meninas" de Velásquez.
José González Collado e sua mulher Josefina Pena, residentes no Canido, também lá deixaram a sua contribuição.



AS FEIRAS NA OBRA DE José Gonzalves Collado

Desde tempos imemoriais que as feiras existem. Nelas se fazem as as compra-e-vendas dos mais variados produtos e a elas acorrem gentes de todas as bandas. Ao par dos negócios as pessoas divertam-se, aparecem os saltibancos, os pedintes utilizam os mais variados estratagemas para alcançarem a esmola.
Collado é um apreciador das feiras o que está bem documentado na sua obra.






domingo, 3 de janeiro de 2010

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Parabéns à Galeria Vieira Portuense pela exposição lindíssima de José Gonzalez Collado. Parece que ouvimos a música e vemos os movimentos dos músicos em actuação... Gosto particularmente da mistura das cores de forma harmoniosa e do efeito sombra e dos traços simples e reais das formas representadas.

JOÃO PAULO OSÓRIO

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

COLLADO PELA PENA DE OLIVEIRA GUERRA







COLLADO, PINTOR E CERAMISTA





por OLIVEIRA GUERRA*


Não é frequente que numa pequena cidade se crie um ambiente artístico, um nome e quase uma «escola», como aconteceu em Ferrol com a vivência de pintores diversos, entre os quais, com outros, se destacaram Corral, Piñeiro e Sotomayor, a ponto de se falar da «Escola Ferrolana», e, por isso, quando um dos artistas da nova geração, Gonzalez Collado, montou em Setembro ou Outubro de 1959 a sua exposição de cerâmica na Sala de la Cultura na Corunha, eu tive ganas de ir por aí abaixo para ver amigos Corunheses, Collado e os seus trabalhos e os demais expositores.
Tendo-me sido impossível essa deslocação, não hesitei, porém, quando Collado desceu quase até às nossas portas e montou a tenda em Vigo, na Sala Velasquez, em 2 de Abril deste ano, para mostrar aos vigueses os seus quadros, e no dia 4 estava eu à porta da Exposição, num cair de tarde ameno, sinceramente desejoso de ver a pintura desse rapaz simpático, artista jovial e inteligente e já envolvido duma boa fama. E gostei, gostei sinceramente.
Não tendo tomado notas, o que hoje muito lamento, eu não posso à distância de alguns meses e conduzido apenas pela memória visual e pela lembrança da minha sensibilidade, referir-me aos trabalhos expostos e dar as impressões recebidas de cada trabalho, mas posso dar conta das impressões essenciais que a pintura de Collado produziu no meu espírito e que no meu espírito se mantiveram, a começar pelo desenho, essa base ou esse alicerce de toda a pintura, que sem ele não tem sólida construção possível.
Collado, com efeito, é um desenhador magnífico, fácil, rapidíssimo, sóbrio e gracioso, dotado duma maestria e dum sortilégio que prendem à ponta do seu lápis os nossos olhos e os deixam como que parados, na expectativa com que se espera ver sair o passarinho mágico da manga do prestidigitador. Se aprouver ao espírito de Collado ou ao seu capricho ceder às instâncias daqueles que esperam vê-lo transitar, dar um passo em frente e para correntes mais avançadas, para o abstracto, nunca dele se poderá dizer que ele se fez abstracto por comodismo e pela facilidade que levam para esse género tantos e tantos que não sabendo pintar um pêra se puseram dum dia para o outro a pintar. Collado terá sempre, por detrás das aventuras pictóricas em que se meta... evolutivamente (aí! como se enche a boca com este advérbio...) tudo aquilo que a Escola oferece de sólido e francamente construtivo aos que têm algum talento para desenvolver e que é o pão e o vinho, o sustento da pintura - o Desenho. Collado não irá para o abstracto com as mãos vazias...
Sobre essa linha magnífica, delineadora, ondulosa ou angulosa, surge bem construída toda a pintura de Collado, a sua pintura figurativa, dum figurativo dos nossos dias. Surgem a sua paisagem («Paisage», «Marina», «Puerto», «Paisage al amañecer», «Paisage con pinos», «Carretera con pinos») os seus aspectos urbanos de galeguíssimo tipicismo («Vieja Calle del barrio», «Puerto de la Coruña») os seus tipos populares («Mariñeros», «Vendedoras») os seus retratos («Retrato de mi esposa», «La Niña de las tranzas») e os seus trabalhos de Paris...
Essas pinturas de Paris («Place du Tertre», «Rue de Narvins», «Notre Dame») não foram talvez as que me impressionaram mais, como é natural. Paris é a cidade mais pintada do mundo, os quadros dos impressionistas do ar livre desde Manet andam nos olhos de toda a gente, os pintores de todas as partes vão a Paris e pintam Paris, nós passamos Montmartre e vemos Paris em montes de pinturas e a minha sensibilidade já afeita à atmosfera de Paris, dada por tantos pintores e em tantas, tantas telas (a começar pelo estrangeiro arreigadamente parisiense que é Carlos Carneiro) a minha sensibilidade, repito, vai sendo um tanto exigente, à força de ter sido mimada com a visão de magníficos aspectos da cidade-luz, embebidos na sua atmosfera autêntica. Mas Collado, nos trabalhos feitos na Galiza, com a sua paisagem húmida, repassada de poesia estática, dormente, contemplativa; com as suas pinturas de pequenas praças e ruelas típicas, saborosamente típicas; com as suas figuras do povo, rudes, galeguíssimas, autênticas, Collado, ia dizendo, deixou-me encantado.
A Galiza está ali pintada, por um galego cem por cento galelo, cem por cento enamorado da sua terra, cem por cento artista, vista através da sua sensibilidade receptiva acima de tudo lírica - e se Collado, não canta como poeta a sua Galiza, as suas casas típicas, os seus barcos mergulhados nas calmas toalhas de água das rias, as suas gentes simples, calmas e cândidas, de olhar parado e distante, Collado pinta-as com todo o lirismo da sua alma ferrolana, com toda a poesia de que é capaz uma alma de galego artista e amoroso da sua terra...
Passada meia hora depois de visitar a exposição, o Collado, à mesa de um café, deslumbra-me o olhar com a presteza quase alucinante do seu dibujo donairoso, ondulante, e com o retrato que num quarto de hora me fez, em rápidos relances dos seus olhos sérios e argutos, enquanto eu falava com o poeta Celso Emílio Ferreiro. No dia seguinte o artista vinha comigo para o Porto, alegre como um pardal, atento e observador de tudo, para estudar a possibilidade de trazer cá os seus quadros e com o natural anseio de ver as nossas coisas. Encarregado pelo Ayuntamento do Ferrol de arranjar e conservar os seus jardins, prendiam-se-lhe os olhos aos nossos canteiros e observou, registou, anotou. Dadivoso, espalhou desenhos por todas as mãos, deixou mais cobertas as paredes da minha casa.
Frente ao monumento de Rosalía, fez o ligeiro apontamento que acompanha estas palavras. Em contacto com mestre Barata Feyo, no seu atelier, deixou-se prender de simpatia e admiração pelo nosso grande escultor. E mais tarde, na estação do C. de Ferrol, abriu-me os braços amigos, falador e comovido, com pena de ir e com o desejo de voltar - como voltará em breve para mostrar no Porto as águas das suas rias, as suas casas galegas, as gentes da sua terra...



* artigo publicado na revista CÉLTICA, nos primórdios da década de sessenta



O PINTOR JOSÉ GONZÁLEZ COLLADO




por OLIVEIRA GUERRA*


Collado, o bom e simpático pintor do Ferrol, deixou a sua maravilhosa terra galega da beira mar, a sua casa da Rua Galiano e a sua vivenda de verão assente sobre a areia e foi para Madrid, onde está desenvolvendo uma pressurosa actividade, onde as filhas serão educadas e donde escreve aos amigos uma vez por outra...
Da sua correspondência dos últimos tempos destacou-se uma prova fotográfica de «El Mar y el Campo», trabalho magnifico de 3, 20 X I m. no Centro Gallego de Madrid, essa magnifica entidade galega que eu devia ter visitado se tivesse ido à capital espanhola como tencionava e que visitarei quando lá for para tratar da constituição do Circulo de Estudos Galaico-Portugueses.
Peça de alegoria forte, humana, social e telúrica, «El Mar y el Campo» integra-se perfeitamente na obra de Collado e é um produto da sua alma ferrolana, quente e entusiasta, de pintor do Campo e do Mar, de pintor do Noroeste moreno e castiço. Collado que veio comigo ao Porto em Abril do ano findo há-de voltar com os seus quadros, com a sua arte vigorosa e calma e sã que traduz a Galiza com os seus campos verdes, os seus montes meditativos, o seu mar salino e sussurrante e as suas gentes delicadas, trabalhadoras e honradas.




*Editor e director da revista "CÉLTICA", falecido nos primeiros anos da década de sessenta.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Ramón Loureiro
Galería Vieira, de Porto.

La galería Vieira , de Porto , espacio luso siempre muy vinculado al arte gallego, abrirá el sábado al público, a las 16 horas, la muestra que llevará por título O trazo e a cor , con la que se rinde homenaje a la obra de José González Collado . Los organizadores de la muestra recuerdan que Collado, que acaba de cumplir 83 años de edad, tiene relación con la ciudad de Porto desde hace ya medio siglo.